Biópsia prostática de fusão

Biópsia prostática de fusão

Outros exames:
PSA
Ressonância Magnética Multiparamétrica da próstata
Biópsia prostática convencional sistemática

Quando, na ressonância magnética da próstata, existe a suspeita da existência de um ou mais focos tumorais, está indicada a realização de uma biópsia para confirmar ou excluir esta suspeita

A técnica de fusão permite atingir a(s) área(s) suspeita(s) com muito maior precisão. Assim, enquanto que a biópsia prostática convencional (ou sistemática) pode “falhar” as áreas suspeitas de tumor, com a biópsia de fusão temos a certeza de que conseguimos atingi-las e assim diagnosticar um eventual tumor.
Por outro lado, ao usar-se a via transperineal (abordagem pelo períneo), o risco de infecção é substancialmente menor de que nas biópsias convencionais, que são realizadas através do recto.

  • Desidratação – se não beber água suficiente,  o risco de vir a formar cálculos renais é maior. As pessoas que vivem em climas quentes e secos, ou que suam muito têm um risco especialmente elevado
  • Falta de exercício físico e obesidade
  • Erros alimentares – especialmente uma dieta rica em sal, proteínas animais e açúcar
  • Toma de determinados suplementos/medicamento – como vitamina C, suplementos dietéticos, laxantes, ou alguns medicamentos para a depressão ou enxaqueca.
  • História pessoal ou familiar de litíase
  • Doenças ou cirurgias digestivas – ex: cirurgia de bypass gástrico, doença inflamatória intestinal ou diarreia crónica.

 
À medida que o tempo passa, estes sais minerais e/ou compostos começam a agregar-se e a formar cristais que são cada vez mais visíveis, e que vão crescendo progressivamente, até formarem os cálculos renais que podemos observar no interior dos rins através de diversos exames. Este problema é muito frequente, e atinge até 10% da população.

Saber o tipo de cálculos que afecta uma determinada pessoa ajuda a determinar a causa e a prevenir a formação de novos cálculos. Há vários tipos de cálculos:

  • cálculos de cálcio – são os mais frequentes, geralmente na forma de oxalato de cálcio. Podem estar associados a factores dietéticos, medicação ou doenças intestinais.
  • cálculos de estruvite – associados a infecções urinárias
  • cálculos de ácido úrico – associados a dietas com excesso de proteínas, a síndrome metabólico ou diabetes.
  • cálculos de cistina – numa doença genética chamada cistinúria, que leva os rins a excretar um excesso de um aminoácido específico.

O procedimento é realizado sob anestesia geral ou loco-regional (“da cintura para baixo”). Como em qualquer biópsia, será realizada uma colheita de pequenos fragmentos de tecido para que seja realizado uma análise microscópica do mesmo. Na técnica mais habitual, esses fragmentos são colhidos por via perineal (utilizando o espaço entre o escroto e o ânus).
Todo o procedimento é guiado por ecografia transrectal, com a assistência de um sistema no qual foram previamente carregadas as imagens da ressonância. Assim, durante o exame, o urologista consegue ver uma fusão (daí o nome) das imagens de ressonância e ecografia, conseguindo assim orientar as biópsias para as áreas suspeitas.
No final, é colocado um penso sobre o períneo, que é removido no dia seguinte. Na pele, ficam apenas pequenos orifícios (picadas de agulha) que fecham quase de imediato e não deixam marca permanente

Se tiver que tomar ou suspender algum medicamento específico antes da biópsia, será informado pelo seu urologista.
Nos dias antes da biópsia, deve manter uma alimentação ligeira e beber muita água, para facilitar o trânsito intestinal. No dia do exame, não pode comer nem beber nada nas 6 horas prévias ao mesmo. Ser-lhe-ão fornecidos 2 microclisteres para aplicar antes do exame, para estimular a defecação e assim permitir que o recto não tenha resíduos que possam perturbar a realização da ecografia.

Após a biópsia, ficará com um penso e com uma algália, que serão removidos no dia seguinte. Terá alta nesse momento, depois de se verificar que conseguiu urinar espontaneamente.
Durante o período em que está no hospital, será incentivado a aplicar gelo local protegido, por períodos de 30 minutos, sobre a área intervencionada.
Dois dias depois da biópsia já deverá estar completamente recuperado.

Deve evitar esforços físicos intensos e beber muita água (1,5-2,0 L/dia) durante cerca de uma semana após a biópsia.
Não é habitual ter dores intensas, mas se tiver dores ligeiras pode tomar a medicação que lhe foi prescrita aquando da alta hospitalar.

Ocasionalmente, poderá notar algum sangue ou um tom rosado na urina, situação que vai resolver espontaneamente em poucos dias. Também poderá ter sangue no esperma, tratando-se de uma situação completamente benigna, embora possa demorar algumas semanas a passar.
No caso de ter dificuldade em urinar, hemorragia muito abundante, dor forte ou febre, deverá contactar o seu urologista ou procurar outro tipo de ajuda médica.

  • beber cerca de 3 L de água/líquidos por dia (esta é a medida mais importante)
  • reduzir o consumo de sal
  • praticar exercício físico regular
  • perder peso

 
Estes são os cuidados genéricos, que se aplicam a todos os casos. Porém, há tipos de litíase que estão associados a problemas concretos, pelo que também são requeridos cuidados especiais. Por exemplo:

  • na litíase de ácido úrico, limitar as proteínas de origem animal
  • na litíase de oxalato de cálcio, limitar a ingestão de alimentos ricos em oxalatos (frutos secos, chá preto, chocolate, espinafres, beterraba).

 
Pode haver ainda lugar a medicação específica, de acordo com os achados do estudo metabólico.

No dia da alta hospitalar, será-lhe-à transmitida a data da consulta com o seu urologista – habitualmente 2-3 semanas depois do exame. Nessa consulta, será avaliado o resultado da biópsia e terá oportunidade de discutir com o seu médico o acompanhamento posterior.